ALVO DE OPERAÇÃO

Segundo pedido de cassação de Chico 2000 é lido na Câmara de Cuiabá

 

A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu, ontem (5), o segundo pedido de cassação contra o vereador Chico 2000 (sem partido), que está afastado do mandato desde que foi alvo da Operação Gorjeta, deflagrada no dia 27 de janeiro. A leitura do requerimento foi feita em plenário pela primeira-secretária da Casa, vereadora Katiuscia Mantelli (PSB).

A nova representação foi protocolada pelo servidor público Juliano Rafael Teixeira Enamoto e solicita a perda do mandato por quebra de decoro parlamentar. No documento, o autor sustenta que as investigações criminais atribuídas ao vereador extrapolam a esfera pessoal e comprometem diretamente a credibilidade da Câmara Municipal e da própria cidade de Cuiabá.

Segundo Juliano Rafael, os fatos apurados pelas autoridades “macularam” a imagem do Legislativo. Ele questiona se os parlamentares consideram que as denúncias envolvendo o vereador afastado representam motivo de orgulho para o município, afirmando que, caso a resposta seja positiva, a denúncia deveria ser rejeitada de forma explícita.

Além desse pedido, Chico 2000 já responde a outra representação por cassação, apresentada pelo advogado Julier Sebastião e lida na sessão da última terça-feira (3). Nesse caso, o argumento central é o desgaste institucional provocado pela sucessão de operações policiais envolvendo o nome do vereador. Julier também aponta que, mesmo afastado do cargo, Chico 2000 continua recebendo remuneração superior a R$ 30 mil mensais.

A representação de Julier foi encaminhada à Procuradoria do Legislativo, que irá avaliar se há elementos jurídicos suficientes para a abertura formal de um processo de cassação.

Chico 2000 é investigado na Operação Gorjeta, que apura um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 676 mil em emendas parlamentares, com envolvimento da empresa Chiroli Uniformes. O vereador também foi citado na Operação Perfídia, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que investiga suspeitas de pagamento de propina em obras do Contorno Leste.

Além disso, ele foi alvo da Operação Rescaldo, da Polícia Federal, que apura a suposta compra de votos nas eleições municipais de 2024.

 

FOTO: ASSESSORIA