MOVIMENTO NACIONAL

Parlamentares da oposição, com apoio de mato-grossenses, pedem impeachment de Fávaro

 

Uma reportagem publicada pelo portal Metrópoles, ontem (25), revelou que um grupo de membros da oposição ao presidnete Lula da Silva (PT) na Câmara dos Deputados irá protocolar um pedido de impeachment contra 16 ministros de governo. Entre os nomes, o do senador mato-grossense licenciado e ministro pasta da Agricultura, Pecuária e abastecimento de Lula, Carlos Fávaro (PSD).

Na denúncia, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o grupo de opositores alega que os mandatários faltam com a transparência, acusando ainda o governo de cometer crime de responsabilidade.

À imprensa, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) apontou a omissão dos ministros, destacando que 54 requerimentos formais enviados às suas pastas deixaram de ser respondidos dentro do prazo legal previsto na Constituição, destacando que em diversas ocasiões, requerimentos foram respondidos meses depois ou somente após protocolados.

“Nós temos o dever funcional de protocolar esses pedidos de impeachment, desses ministros que não cumprem a lei, que estão fazendo uso do dinheiro público, que não prestam informações, e agora vão ter que responder perante a Justiça”, destacou a deputada.

Além de Fávaro, também estão na lista os ministros:

• Alexandre Padilha, ministro da Saúde;

• André Ribeiro, ministro dos Esportes;

• Camilo Santana, ministro da Educação;

• Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos;

• Fernando Haddad, ministro da Fazenda;

• Frederico Filho, ministro das Comunicações;

• Jader Barbalho, ministro das Cidades;

• José Múcio, ministro da Defesa;

• Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;

• Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;

• Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social;

• Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas;

• Vinícius Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União;

• Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional e;

• Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social.

Caso a Suprema Corte julgar favorável, o pedido poderá caracterizar crime de responsabilidade - uma infração político-administrativa cometida por altas autoridades do Estado no exercício do cargo, podendo levar os mandatários à perda do mandato e inelegibilidade por 8 anos.

OUTRO LADO

A reportagem tentou contato com a assessoria do ministro da agricultura Carlos Fávaro, porém não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

 

FOTO: REPRODUÇÃO