O senador Wellington Fagundes (PL) foi taxativo ao afirmar não há qualquer fissura em sua relação com a cúpula do Partido Liberal ou com a família Bolsonaro. Na sequência, Wellington foi ainda mais direto ao descartar a possibilidade de Bolsonaro apoiar grupos que já fizeram críticas públicas à sua família.
Além de reafirmar o apoio, o senador afirmou que está de pé o encontro com Bolsonaro, agendado para o próximo sábado (7), na Papudinha, em Brasília, aonde o ex-presidente cumpre a pena em regime fechado.
De acordo com o senador a visita será uma cortesia ao ex-presidente, uma vez que outros apoiadores também teriam interesse em visitá-lo, mas pela prerrogativa de ser um senador, Wellington conquistou o direito à visita. “Eu vou lá no sábado, dia 7, para levar o abraço, para levar o carinho, para levar cartinhas.”
ESPECULAÇÕES E BOATOS – Fagundes classificou como boato a informação de bastidores de que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia comunicar, no próximo dia 7, apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo de Mato Grosso, em detrimento de uma eventual candidatura do próprio senador. Segundo Wellington,
O parlamentar afirmou que tentativas de isolar seu nome fazem parte de uma estratégia política de adversários e rejeitou a hipótese de apoio do ex-presidente a partidos alinhados ao governo federal. “É claro que os nossos adversários tentaram, de todas as formas, cooptar o partido. Isso não é forma democrática. Política se faz na conquista”, declarou.
“Quem já falou mal do Bolsonaro e da família dele, você acha que ele apoiaria? Com certeza não. O partido deles está no colo do governo Lula”, disparou.
A fala faz referência indireta ao governador Mauro Mendes (União Brasil), que em outras ocasiões criticou os filhos do ex-presidente, e também endossa declarações do presidente regional do PL, Ananias Filho, que já afirmou reiteradas vezes que o Republicanos integra a base do governo Lula por ocupar ministérios.
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