Após afastamento do desembargador Dirceu dos Santos por suspeita de venda de sentença, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, determinou a exoneração de nove servidores lotados no gabinete dele.
O TJMT publicou no Diário da Justiça desta terça-feira (3) as exonerações com efeito retroativo ao dia 2, mesma data do afastamento do desembargador Dirceu dos Santos.
Foram exonerados ocupantes dos seguintes cargos:
assessor auxiliar de gabinete II;
assessor auxiliar de gabinete I;
gestor de gabinete de desembargador;
assessor jurídico de desembargador I (quatro cargos);
assessor técnico jurídico.
AFASTADO POR TEMPO IDETERMINADO
O desembargador Dirceu dos Santos que atuava na 3ª Câmara de Direito Privado do TJMT éo terceiro magistrado afastado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A análise das declarações de Imposto de Renda do magistrado também apontou evolução patrimonial descoberta nos anos de 2021, 2022 e 2023, período sob investigação. Apenas em 2023, a diferença entre o acréscimo patrimonial e os rendimentos considerados lícitos chegou a R$ 1.913.478,48, conforme o CNJ.
CASO ZAMPIERI
Em agosto de 2024, os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho foram afastados das funções por decisão da Corregedoria do CNJ. Eles estão entre os investigados por suspeita de participação no esquema de comercialização de sentenças.
De acordo com as apurações, o Conselho identificou que os magistrados mantinham relação próxima com Zampieri assasinado em 2023 e, supostamente, teriam recebido vantagens financeiras para julgar recursos conforme os interesses do advogado.
FOTO TJMT








