A passagem de Margareth Buzetti (PP) pelo Senado está indo célere para um desfecho marcado pela controvérsia e pela ausência de brilho próprio.
A análise é do Blog do Popó e aponta que, em seus últimos dias de mandato, a suplente - que nunca passou pelo crivo direto das urnas como titular — optou por um papel melancólico: o de articuladora de bastidores para blindar o Governo de Mato Grosso.
Com efeito, conforme este DIÁRIO revelou, na noite de quarta-feira (11), Margareth atuou com afinco, no gabinete do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), para barrar a convocação do ex-governador Pedro Taques (PSB), na CPI do Crime Organizado.
A atitude pegou muito mal no ambiente politico do Estado.
Afinal, o entendimento é de que a senadora foi ágil em favorecer um aliado, com o qual tem profundos laços de amizade pessoal.
Para analistas, ficou evidenciado claramente que Margareth se associou a Mauro Mendes (União), na tentativa desesperada de abafar depoimento sobre o escandaloso acordo de R$ 308 milhões da Oi e o caso dos consignados, ligado ao Banco Master.
Um levantamento do portal UOL, em 2025, mostrou que Margareth faz parte de uma extensa lista de parlamentares que, em atuação na Câmara e no Senado, nos últimos anos, se destacaram pela defesa dos próprios negócios.
A senadora é aliada do presidiário Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena, após ser condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Candidata à reeleição, ele não tem nenhum projeto que diga respeito a políticas públicas de interesse do povo de Mato Grosso.
Pelo jeito, será difícil convencer o eleitor. Ainda mais, se se levar em conta, também, que teve um desempenho considerado medíocre, até agora, no Senado.
Ela ocupa a vaga do ministro da Agricultura, senador licenciado Carlos Fávaro (PSD)
FOTO REPRODUÇÃO









