EM CLIMA DE ELEIÇÃO

Presidente da ALMT critica atraso do BRT e diz que é dinheiro jogado fora

 

Para o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), as obras do BRT se tornaram “emblemática” pelo desperdício de dinheiro público. Ele relembrou que o projeto de transporte coletivo deveria ter sido entregue ainda em 2014. Segundo ele, a obra começou com a proposta do VLT durante as intervenções para a Copa do Mundo, mas nunca foi concluída.

Para Max, o uso de cerca de R$ 1 bilhão para o projeto iniciado na então gestão Silval Barbosa, foi 'jogado fora' sem que o sistema fosse finalizado.

“Essa é uma obra emblemática, é uma obra que nos entristece como mato-grossenses, pois deveria ter sido concluída na copa de 2014, como VLT. Não se terminou e gastou mais de R$ 1 bilhão. Jogado fora”, disse em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, na última sexta-feira (13).

O parlamentar também afirmou que falta mais empenho do governo estadual para que a obra avance. Ele cobrou maior esforço do governador Mauro Mendes (União) para garantir a conclusão do projeto, destacando que os transtornos provocados pelas intervenções afetam diretamente a população.

“Mudou o modal e não se avança. A gente tem conversado, o deputado Lúdio Cabral tem realizado audiências e chamado os responsáveis para dentro da Assembleia. Ou seja, a Assembleia tem feito a sua parte e queremos que avance, pois o trânsito não incomoda apenas uma classe da população. O trânsito incomoda desde as pessoas mais simples até quem tem o melhor carro”, pontuou.

Mais tarde, o governo Mauro Mendes decidiu abandonar definitivamente o VLT e retomar a ideia inicial do BRT. A obra foi licitada em 2022, mas avançou pouco. Após quatro anos do anúncio do novo projeto, apenas 18% dos trabalhos foram executados e o contrato com o consórcio responsável também foi rescindido. Atualmente, os próximos serviços da obra estão sendo licitados por etapas.

 

FOTO: ALMT