A Prefeitura de Cuiabá anunciou ontem (18) que a antiga sede da Gráfica do Pepe - casarão histórico no centro da Capital – passa a estar sob domínio da prefeitura e que o prédio será preservado. Com essa decisão, aos 45 do segundo tempo, o imóvel não será mais demolido.
Conforme a administração municipal, outros casarões próximos também serão cuidados, assim como a região da Praça da Mandioca.
A partir da sugestão do prefeito Abílio Brunini (PL), a equipe encontrou uma solução técnica para que a fachada, mesmo em colapso, não caia. A previsão é que os trabalhos de restauração da fachada sejam iniciados com a maior brevidade possível, considerando os preparativos e o aparato necessários para a execução dos serviços.
Segundo a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Mato Grosso, Ana Joaquina da Cruz Oliveira, esta será a melhor alternativa para a conservação da fachada, única parte que resta do prédio histórico da Capital de Mato Grosso. Segundo ela, compete ao Iphan oferecer tanto o apoio técnico quanto à definição do que será feito no imóvel tombado, enquanto a execução cabe à Prefeitura.
“Estamos falando de um imóvel tombado. A execução é da prefeitura. O Iphan apoia no sentido de que essa solução esteja dentro da legislação vigente e não infrinja nenhuma norma. Inclusive, a proposta vai mais ao encontro da atuação do Iphan do que a primeira proposta analisada, pois é voltada ao preservacionismo. Inicialmente, por questões emergenciais e de risco, cogitou-se a demolição. O que a prefeitura entender como tecnicamente mais viável, o Iphan apoia, desde que siga a legislação vigente”, disse a superintendente.
José Afonso Botura Portocarrero, secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Capital, avaliou como positivo o entendimento e destacou a necessidade de agilizar a ação de preservação da fachada.
“É uma corrida contra o tempo, pois chuvas fortes podem comprometer todas as medidas. Por se tratar de uma ação extremamente delicada, exige atenção aos detalhes para agir com segurança e não perder o que resta da estrutura”, pontuou.
A Energisa, Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública e o Corpo de Bombeiros também participam do processo para resolver a situação do imóvel, que é tombado pelo Patrimônio Histórico.
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