ELEIÇÕES 2026

Representatividade de MT em ministério não deve ser perdida com saída de Fávaro

 

Na dança das cadeiras para disputa das eleições 2026, Mato Grosso deve manter sua representatividade dentro do governo federal, mantendo-se pelo menos um ministério. Isso tudo porque o estado pode perder o comando do Ministério da Agricultura com a iminente saída do ministro Carlos Fávaro, que deve deixar o cargo nos próximos dias para retornar ao Senado e disputar a reeleição pelo PSD.

Uma articulação liderada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, porém, pode alterar esse cenário. Kassab trabalha para manter o Ministério da Agricultura sob controle do partido — movimento que conta com a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia inclui o remanejamento do atual ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, para a Agricultura.

Como forma de compensação política para Mato Grosso — e para o próprio Fávaro —, ganha força a possibilidade de nomeação do ex-deputado estadual José Lacerda para o Ministério da Pesca e Aquicultura. Lacerda é segundo suplente de Fávaro e pai do atual diretor executivo do Ministério da Agricultura, Irajá Lacerda, que também deve deixar o cargo para disputar uma vaga de deputado federal pelo PSD.

Nos bastidores, a expectativa inicial era de que o empresário Carlos Augustin, o Teti, natural de Rondonópolis, assumisse o posto. Atual assessor especial do Ministério, ele é filiado ao PT e representaria a continuidade da gestão de Fávaro. No entanto, sua nomeação reduziria o peso político do PSD dentro da pasta.

Outro fator que pesa contra Teti é sua proximidade com o ex-diretor executivo do Ministério da Agricultura, Neri Geller. Geller deixou o governo no ano passado após romper com Fávaro em meio à chamada “crise do arroz”. Desde então, reaproximou-se de setores da direita e do bolsonarismo em Mato Grosso, filiou-se ao Repubicanos do vice-governador Otaviano Pivetta e não deve apoiar a candidatura de Fávaro ao Senado.

Segundo fontes do PSD em Mato Grosso, essa movimentação pode aprofundar o desgaste entre Fávaro e Teti. Nos bastidores, há relatos de que Teti cogita aceitar um convite para compor como suplente em uma eventual chapa com Pedro Taques (PSB), o que poderia impactar diretamente a tentativa de reeleição do senador.

 

FOTO: ASSESSORIA