Quase dois meses após a Operação Gorjeta, da Polícia Civil, o vereador por Cuiabá, Chico 2000, ainda sem partido, segue afastado do cargo e sem previsão de retorno. A operação investiga uso irregular de emendas parlamentares. Apesar do fim do período estabelecido pela medida cautelar, o retorno não é automático.
A permanência fora do cargo está condicionada à conclusão de uma auditoria interna que analisa a destinação de emendas parlamentares, considerada peça-chave tanto para a defesa quanto para a acusação. Os responsáveis pela apuração solicitaram a prorrogação do prazo para entrega do relatório pericial até o dia 15 de abril. O documento deve apontar se houve ou não irregularidades na aplicação dos recursos investigados.
A estratégia da defesa é aguardar a finalização dessa análise técnica antes de ingressar com pedido de revisão da medida cautelar. A solicitação será feita ao mesmo magistrado que determinou o afastamento, com base nas conclusões da perícia.
Nos bastidores, a avaliação é de que o relatório pode dar maior segurança jurídica para uma eventual decisão de retorno, ao esclarecer se houve desvio na execução das emendas. A defesa sustenta que não há indícios de crime e aposta que a auditoria comprovará a regularidade dos repasses.
Chico 2000 foi afastado após ser alvo da Operação Gorjeta, que apura um suposto esquema de devolução de parte de emendas parlamentares destinadas a entidades e empresas. Segundo a investigação, haveria direcionamento de recursos públicos com posterior retorno parcial dos valores ao parlamentar.
Além dele, outras cinco pessoas também foram atingidas por medidas cautelares, como a proibição de acesso a prédios públicos, contato entre investigados e saída da comarca, além da entrega de passaportes.
FOTO: ASSESSORIA







