O modelo Mini Cooper S, de propriedade do ex-deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) é o mais recente bem empenhorado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). A decisão, proferida pelo desembargador Marcos Machado, ocorre no âmbito de um processo de cumprimento de sentença movido pela União Federal para a cobrança de multas eleitorais que, em valores atualizados, somam R$ 32,4 mil.
O veículo passará por uma avaliação oficial para determinar seu valor de mercado e posterior abatimento da dívida. Na decisão, divulgada no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o magistrado nomeou o próprio Fabris (ou o representante da parte executada) como "fiel depositário" do automóvel, o que o torna legalmente responsável pela guarda e conservação do bem até que os atos de expropriação sejam concluídos.
A medida faz parte de uma medida da União para recuperar créditos de multas aplicadas em pleitos anteriores. Caso o valor do veículo não seja suficiente para quitar o débito, novas diligências de busca de bens e ativos financeiros podem ser autorizadas pela Justiça Eleitoral.
A penhora acontece em um momento em que a defesa do ex-parlamentar tenta limpar seu histórico jurídico. Em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça (TJMT) reduziu penas de Fabris em processos de desvio de combustível, abrindo brecha para Acordos de Não Persecução Cível (ANPC).
A trajetória de Fabris nas eleições de 2022 foi marcada por uma intensa batalha jurídica. Na ocasião, o Ministério Público Eleitoral (MPE) tentou impugnar sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa, citando condenações por peculato no "esquema das cartas de crédito".
Fabris conseguiu reverter a inelegibilidade e disputar o cargo, ficando como suplente. Recentemente, em junho de 2025, ele também obteve a suspensão de uma condenação por improbidade que exigia o ressarcimento de R$ 304 mil por fraudes em atestados médicos na Assembleia Legislativa (ALMT).
Agora, com a localização e penhora do Mini Cooper, a União busca garantir o pagamento de multas. Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Fabris declarou não possuir qualquer bem em seu nome.
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