CRÍTICA

Ranalli critica reação a Neymar e diz que caso expõe excesso de patrulhamento

O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli(PL) saiu em defesa de Neymar após a repercussão gerada pela fala do atacante do Santos contra a arbitragem. Para o parlamentar, a reação em torno do episódio revela um ambiente de exagero, patrulhamento de linguagem e perseguição a quem se expressa de forma espontânea no dia a dia.

Durante sua caminhada matinal, ao comentar o caso, Ranalli afirmou que a discussão ultrapassou o futebol e passou a atingir costumes populares e expressões comuns entre os brasileiros. “O tribunal da lacrosfera achou mais um motivo aí pra perseguir o menino Ney”, declarou.

Na avaliação do vereador, o episódio não atinge apenas Neymar, mas também qualquer pessoa que cresceu em uma cultura de comunicação mais informal, sem o que ele chamou de “regras malucas” impostas atualmente. “Mas não se trata só do menino Ney não. Se trata de todo mundo. Se trata de você que faz uma brincadeira, você que foi criado sem essas regras malucas, mimizentas aí”, disse.

Ranalli também destacou que, no entendimento dele, a fala de Neymar ocorreu em um momento de irritação e foi direcionada a um homem, dentro do contexto da partida. “No caso específico, ele estava irritado e tirou onda de um homem, de um homem. E agora querem que ele responda por misoginia no tribunal esportivo. Tá de sacanagem”, afirmou.

Para o vereador, o caso simboliza um momento em que expressões corriqueiras passaram a ser tratadas com excesso de rigor. “Esse mundo está cada vez mais chato. Daqui a pouco um bom dia vai ser motivo de pena de morte”, declarou, ao reforçar sua crítica ao que considera uma escalada de intolerância com falas populares.

Na manifestação, Ranalli também relacionou a repercussão do caso ao posicionamento político de Neymar. Segundo ele, o atacante passou a ser mais atacado após assumir publicamente posições de direita. “Antes do menino Ney se posicionar politicamente, de direita, apoiando o Bolsonaro, ele deixou de servir pra Globo, pro sistema, pra agenda”, disse.

Ao final, o bolsonarista reafirmou sua indignação com a repercussão do caso e classificou a situação como uma perseguição injusta ao jogador. “Fica aqui nossa revolta, aqui indignação com essa perseguição que criaram nesse caso besta aí do Neymar simplesmente perguntar se tá de Chico”, declarou.

Foto: Donato Aquino