O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, será convocado para explicar a decisão de não recontratar 56 servidores do SAMU em Cuiabá e Várzea Grande. A decisão é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, ontem (7), após protestos da categoria.
A categoria alerta para possível fechamento de bases e redução do atendimento na região metropolitana.
Max Russi afirmou que a Assembleia não vai admitir recuo no serviço. “Primeiro, nós jamais vamos aceitar parar com o serviço do SAMU. É um serviço importante, é um serviço que salva vidas, é um serviço que está presente no nosso Estado. Então, jamais a Assembleia Legislativa vai aceitar qualquer retrocesso”, declarou.
O parlamentar também afirmou que não acredita no fechamento, mas reforçou que qualquer mudança será acompanhada. “O fechamento do atendimento do SAMU é um retrocesso e não acredito nesse fechamento”, disse.
Max Russi afirmou que a Comissão de Saúde da ALMT vai conduzir o caso e que Juliano Melo deverá prestar esclarecimentos. Segundo ele, a convocação pode ocorrer caso o convite não seja atendido.
“A gente fez esse convite, gostaríamos muito da presença. O outro instrumento que pode ser feito é a convocação e o secretário não pode se furtar a estar presente”, afirmou.
Ele destacou que o secretário assumiu recentemente o cargo, mas reforçou que a explicação será cobrada. “É início do governo, secretário é novo, mas a Comissão de Saúde tem condições de fazer a convocação e ele prestar conta aos servidores e à população”, declarou.
Assembleia defende fortalecimento do Samu
Max Russi afirmou que o foco deve ser ampliar o atendimento do Samu em Cuiabá e Várzea Grande. “Nós precisamos fortalecer o SAMU para chegar mais rápido nos atendimentos e salvar mais vidas”, disse.
O presidente também citou experiência como ex-prefeito de Jaciara. “Implantamos o SAMU no município e é um serviço reconhecido pela população”, afirmou.
A pressão da ALMT ocorre após o secretário Juliano Melo afirmar, na semana passada, que não vai recontratar os profissionais desligados. Na ocasião, ele disse que “os contratos venceram” e declarou: “Hoje nós nem precisamos desses 56”. Juliano também afirmou que os vínculos eram temporários e negou transferência de atribuições para o Corpo de Bombeiros, ao dizer que o que existe é um termo de cooperação.
Do outro lado, servidores afirmam que a não reposição pode levar ao fechamento de até 40% das bases do Samu em Cuiabá e Várzea Grande e aumentar o tempo de resposta. Sem reposição, bases do Samu poderiam fechar em Cuiabá e Várzea Grande.
FOTO: ALMT








