O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, está diante do primeiro impasse na organização do secretariado. A nomeação da sargento da Polícia Militar Adriana Rodrigues para o comando da Casa Militar de Mato Grosso abriu um embate entre entidades representativas das forças de segurança do estado.
De um lado, a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar (Assof-MT) criticou a escolha e afirmou que a designação contraria a legislação vigente. Segundo a entidade, o cargo deve ser ocupado exclusivamente por um coronel da ativa, conforme prevê a Lei Complementar nº 466/2012.
Em nota, a associação afirmou que a regra é obrigatória e não permite flexibilizações. Para a Assof-MT, a nomeação pode configurar afronta ao princípio da legalidade, além de representar desvio de função e risco à hierarquia e disciplina das corporações militares.
Por outro lado, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar (ACS-MT) saiu em defesa da sargento e classificou as críticas como ataques infundados. A entidade destacou que a escolha é uma prerrogativa do chefe do Executivo, baseada em critérios de confiança e competência.
A ACS-MT também ressaltou a trajetória profissional de Adriana Rodrigues, apontando que a policial possui conduta exemplar e experiência reconhecida dentro da corporação.
Para a associação, a nomeação não representa quebra de hierarquia, mas sim o reconhecimento da capacidade técnica de praças da Polícia Militar. A entidade ainda criticou o que chamou de tentativa de desvalorização da categoria.
A nomeação de Adriana foi anunciada pelo governador Otaviano Pivetta na terça-feira (7), logo depois do chefe do Executivo anunciar outra mulher, a coronel da PM Susane Tamanho como secretária de Estado de Segurança Pública.
FOTO: SECOM MT








