MAIS UM PROBLEMA PELA FRENTE

Chico 2000 terá de explicar falhas nas contas de quando foi presidente da Câmara

 

Despacho do relator, conselheiro José Carlos Novelli, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) que que vereador por Cuiabá Chico 2000 (sem partido), apresente suas alegações finais relativas às Contas Anuais de Gestão da Câmara Municipal de Cuiabá do exercício de 2024.

O processo de controle externo avançou para a fase final após parecer do Ministério Público de Contas (MPC), assinado pelo procurador Gustavo Deschamps, que opinou pelo julgamento das contas como regulares com ressalvas.

Segundo o documento, mesmo após as manifestações iniciais da defesa, irregularidades apontadas pela equipe técnica da Corte de Contas foram mantidas, o que exige a prestação de esclarecimentos complementares por parte do ex-presidente e de sua equipe técnica.

Além de Chico 2000, o edital de intimação nº 63/JCN/2026 abrange os ex-secretários Eronides Dias da Luz (Administração) e Fábio Barros Lima (Finanças e Orçamentos), além de coordenadores e fiscais de contrato responsáveis pelo acompanhamento de gastos no período. O grupo tem o prazo de cinco dias úteis para protocolar a defesa final.

O monitoramento do TCE-MT sobre o exercício de 2024 coincide com o período em que o parlamentar tornou-se alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Nessa semana ele teve seu retorno às funções legislativas parlamentares concedido, após afastamentos determinados pela Justiça Estadual no âmbito das operações "Perfídia" e "Gorjeta".

O vereador chegou a ser afastado do cargo por determinação do Tribunal de Justiça no âmbito da Operação Gorjeta, que apura um suposto esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares destinadas a eventos esportivos, cujos valores teriam sido utilizados para fins particulares.

Além disso, o vereador já é réu na Operação Perfídia, acusado de crimes como associação criminosa e lavagem de dinheiro, em um esquema que envolveria o uso de seu gabinete para a obtenção de vantagens ilícitas.

O julgamento definitivo das contas de gestão será realizado pelo Plenário do Tribunal após a análise das alegações finais.

 

FOTO: ASSESSORIA