EM VÁRZEA GRANDE

Suposto grampo em gabinete é investigado pela DECCOR

 

A Polícia Civil de Mato Grosso, Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), está investigando um suposto grampo no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, após a detecção de sinais eletromagnéticos considerados atípicos em pontos de energia do local. A suspeita surgiu durante uma varredura técnica realizada no último dia 19 de março.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a inspeção teve início por volta das 8h, com o objetivo de identificar possíveis dispositivos clandestinos de captação ou transmissão de áudio e vídeo. Durante o procedimento, um detector portátil de radiofrequência, modelo K18, indicou atividade incomum em três tomadas instaladas no gabinete.

Os pontos analisados, originalmente destinados ao sistema de campainha, estavam inoperantes e sem função aparente. Ainda assim, apresentaram resposta ativa ao equipamento, sugerindo emissão de sinal eletromagnético compatível com possíveis transmissores ocultos, embora, até o momento, não haja confirmação técnica sobre a natureza da eventual transmissão, se de áudio, vídeo ou dados.

No momento da vistoria, estavam presentes apenas o responsável pela inspeção e a chefe de gabinete, Ana Helena Paroli, que acompanhou os procedimentos e figura no boletim como comunicante e testemunha. A prefeita aparece como vítima na ocorrência.

Diante dos indícios, dois dos pontos considerados suspeitos foram isolados, retirados do local e encaminhados para perícia técnica especializada, que deverá apontar a funcionalidade dos dispositivos, a origem e eventual capacidade de captação de informações. O documento também recomenda a realização de uma varredura completa no ambiente por órgão oficial, para garantir a segurança do gabinete.

A ocorrência foi registrada às 16h41 do mesmo dia e encaminhada à DECCOR, unidade responsável por investigações relacionadas a possíveis irregularidades e crimes contra a administração pública. O caso foi classificado, inicialmente, como “violação de lugar ou objeto”, conforme a Lei das Contravenções Penais.

O episódio ocorre em meio a um cenário de tensão política em Várzea Grande, marcado por conflitos entre o Executivo e o Legislativo municipal. A confirmação da existência, ou não, de escuta clandestina dependerá do resultado da perícia.

 

FOTO: SECOM VG