A troca de modal do transporte urbano entre Cuiabá e Várzea Grande foi descartada ontem (16), pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Como ele mesmo explicou, Bonde Urbano Digital (BUD) para substituir o BRT tem um preço muito alto e ainda é um meio que traz incertezas para a sua administração.
“Tem o bonde urbano também, que nós estamos conversando, mas o preço é altíssimo. Três vezes mais caro que as outras soluções. (...) Tem muitas perguntas sem respostas sobre o bonde urbano, então nós não vamos fazer nada... Já erramos uma vez, erramos feio uma vez. Não podemos errar nem um pouquinho nessa escolha”, afirmou em entrevista à Rádio Capital.
Pivetta afirmou que, no momento, a sua predileção é por veículos movidos a biodiesel, já que este é um combustível produzido no estado. “Se tivesse que decidir hoje, [seria o] biodiesel”, afirmou.
“Porque é o mais barato, é um combustível que nós produzimos, de baixa emissão, combustível renovável, é moderno e tem tudo a ver com Mato Grosso”, acrescentou na sequência.
O governador disse, ainda, que em breve veículos começarão a fazer testes no trecho entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, até as imediações do Hospital do Câncer, na Capital.
Pivetta também criticou a escolha do veículo leve sobre trilhos (VLT) e afirmou que não havia viabilidade e que a decisão foi equivocada e irresponsável.
“Porque foi uma obra iniciada em 2010 ou 2011, fez um regaço na vida do povo várzea-grandense e cuiabano, desalojou muita gente, desgraçou a vida de muita gente, canalizou recursos públicos de maneira equivocada em um veículo que não tinha viabilidade nenhuma, o VLT. Uma irresponsabilidade atrás da outra”, declarou.
FOTO: SECOM MT







