O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o partido não vai admitir em seu quadro de filiados prefeitos - taxados de ingratos - que fiquem contra o candidato ao governo do partido, o senador Wellington Fagundes (PL). Ele falou que o PL caminha para a conciliação e que o objetivo é acolher, não expulsar. Porém, o partido não está disposto a abrir mão de nenhum prefeito no palanque de Wellington e que esse diálogo continuará a ser construído até a convenção. Após esse período, será exigido o posicionamento final dos prefeitos e, quem optar por rivalizar contra Wellington, deverá deixar o PL.
Ananias ressaltou que entende a posição dos prefeitos que precisam manter a política da boa vizinhança com o governo.
Essas afirmações são uma resposta ao prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que cravou apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O presidente do PL MT avalia que Cláudio foi precipitado e acabou se equivocando.
Segundo Cláudio, seria desleal não apoiar Pivetta considerando os investimentos da gestão no município. No mesmo sentido, está a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), que ainda não sacramentou o seu apoio, mas tem estreitado o relacionamento com Pivetta.
"O Cláudio não é uma pessoa que não tem visão política. Ele tem visão política. Ele sabia o que estava fazendo, mas ele equivocou achando que estaria fazendo o melhor dos mundos", opinou o presidente.
Para Ananias, a justificativa do prefeito é vazia sobre Wellington não enviar recursos a Rondonópolis. O presidente do PL, inclusive, citou o empenho recente de R$ 19 milhões em emendas destinadas a cidade para derrubar o argumento de Cláudio. "Se ele quis ser lacrador, ele lacrou contra ele mesmo", disparou.
Sobre Flávia, Ananias disse que conversou pessoalmente com a prefeita e a alertou que o PL já tem como questão fechada a candidatura de Fagundes, falta apenas ela assumir uma posição.
"O PL não tem essa capacidade de receber pessoas que estão insatisfeitas e ingratas. Nós não vamos tolerar. Nós não vamos ficar", concluiu Ananias Filho.
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