SEM ESPIONAGEM

Perícia revela que supostos grampos não passavam de campainhas sem fio

 

Fim do mistério e das suposições. A  Polícia Civil concluiu as investigações sobre a suposta instalação de dispositivos de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL). O laudo pericial, realizado após a denúncia feita pela gestora em março, constatou que os aparelhos encontrados eram, na verdade, componentes de campainhas sem fio de uso residencial.

Com a comprovação técnica de que os aparelhos não possuíam funções de espionagem, o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva encerrou as investigações. "Considerando que não há outras informações concretas acerca da suposta prática de atos clandestinos de captação ambiental no gabinete, as diligências foram encerradas", declarou no relatório final.

O caso, que havia elevado a tensão política no município e gerado suspeitas de monitoramento ilegal contra a nova gestão, foi oficialmente arquivado. Os autos do processo, que descartam qualquer crime de interceptação ou espionagem, foram encaminhados à Procuradoria Municipal de Várzea Grande para ciência e registros administrativos.

O procedimento investigativo foi conduzido pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande. De acordo com os dados técnicos, os dispositivos são destinados apenas à transmissão de sinais digitais de curto alcance. A perícia foi enfática ao afirmar que os objetos não possuem microfones, lentes ou qualquer componente capaz de realizar captação de áudio, imagem ou monitoramento de dados ambientais.

 

FOTO: SECOM MT