PIVETTA OU JAYME?

Júlio Campos propõe pré-convenção para União Brasil decidir apoio

 

Durante entrevista ontem (15), no programa Opinião, da TV Pantanal, o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) defendeu a realização de uma pré-convenção para que o partido decida antecipadamente se lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso em 2026 ou se apoiará a reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

“O União Brasil precisa definir logo esse caminho. Ficar alimentando dúvida até as convenções só gera desgaste político”, afirmou o parlamentar.

A proposta surge em meio ao impasse interno dentro do União Brasil, cuja principal liderança no Estado, o ex-governador Mauro Mendes, defende apoio à candidatura de Pivetta. Para Júlio Campos, manter a indefinição até o período oficial das convenções partidárias pode provocar desgastes políticos e enfraquecer o partido no processo eleitoral.

Segundo Júlio, a situação se tornou ainda mais complexa após a federação nacional entre União Brasil e Progressistas. Conforme explicou o deputado, o processo deverá envolver convenções separadas dos dois partidos antes da homologação final pela executiva da federação União Progressistas em Mato Grosso.

“Primeiro haverá a convenção do União Brasil, depois a do Progressistas, para somente depois a federação homologar a decisão. É um processo complexo e demorado”, argumentou.

O parlamentar avalia que uma definição antecipada ajudaria a organizar o partido e fortalecer a construção eleitoral para 2026.

Júlio Campos também argumenta que a ausência de candidatura própria ao Governo pode comprometer o desempenho eleitoral do União Brasil nas disputas proporcionais para deputado federal e deputado estadual.

“Se nós não disputarmos a eleição com candidato próprio a governador, só elegemos um deputado federal e apenas dois deputados estaduais. Se, por outro lado, tivermos candidato a governador, acredito que faremos de dois a três deputados federais e pelo menos quatro ou cinco deputados estaduais”, declarou.

Nos bastidores, o debate expõe uma divergência estratégica dentro do União Brasil entre os defensores da manutenção da aliança com Mauro Mendes e Otaviano Pivetta e o grupo que avalia ser necessário preservar o protagonismo político e eleitoral da sigla na disputa estadual de 2026.

 

FOTO: ASSESSORIA