O deputado estadual Júlio Campos, fez duras críticas ao presidente do União Brasil em MT, o ex-governador Mauro Mendes, classificando o ex-chefe do Paiaguás e seu grupo político como "a corja que quer tomar o partido no estado".
“Lamentavelmente, nós tivemos a infelicidade, há 8 anos atrás, em 2018, quando o senhor Mauro Mendes, o senhor Fábio Garcia e outros que foram expulsos do PSB, um partido de esquerda, e nós acomodamos eles no Democratas [nome do partido antes da fusão com o PSL]. Cometemos esse erro grave de aceitar essa corja, como diz o termo, e veio para ser não um parceiro, não um companheiro, mas um inimigo [sic.]”, disse em entrevista ao Programa "Opinião” (Tv Pantanal –RedeTv Cuiabá).
Júlio comentou a disputa interna dentro do União envolvendo seu irmão, o senador Jayme Campos, que desde o início de março tenta aprovar sua pré-candidatura ao governo de MT, afirmando ainda que a sigla cometeu o ‘maior erro’ ao aceitar a chegada de Mendes e seus aliados no grupo.
Além disso, o deputado também disse que ele e Jayme ‘bancaram’ a candidatura de Mendes ao governo em 2018, época em que, segundo ele, Mauro estava “falido”, afirmando que, após conquistar o poder, Mauro teria “virado as costas” para ele e seu irmão.
“Nós [Jayme e eu] o fizemos governador. Há oito anos atrás. Mauro Mendes estava quebrado, estava em concordata, devendo ‘cento e tantos’ milhões na praça, não tinha um tostão no bolso para fazer campanha. Nós o lançamos como candidato a governador, bancamos a campanha dele, elegemos ele governador do Estado. E ele assumiu o governo e virou o nosso adversário praticamente”, criticou.
Durante a entrevista, Júlio enfatizou ainda que tanto ele quanto seu irmão, mesmo sendo colegas de partido de Mauro, quase não participaram nas decisões à época em que ele esteve na condução do governo estadual - mesmo com Jayme ajudando-o significativamente na administração, com a destinação de emendas federais, classificando Mendes como “petulante” e “ditador”.
“Ele [Mauro] montou um ‘timinho de amiguinhos’, os ‘inhos’ da vida, que você conhece, que está cantado em prosas e versos em Mato Grosso, e assumiu o comando e quer nos expurgar do partido que é nosso [sic.]”, ressaltou.
“Ele se acha o dono [do partido], com a sua petulância ditatorial, que ele não é homem de diálogo. Ele quer impor goela abaixo do nosso partido a candidatura do Republicanos, do Otaviano Pivetta, que é um bom sujeito, um homem preparado, está à altura de ser governador, de continuar governando. Mas tem que ser com diálogo, na marra não vai, porque ele quer impor”, concluiu.
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