ELEIÇÕES 2026

Abin monitora ameaças e interferência de facções em MT

 

O superintendente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em Mato Grosso, Luiz Felipe Midon de Melo, afirmou que o órgão já vem monitorando possíveis interferências externas nas eleições gerais deste ano, bem como possível influência das facções criminosas na votação.

“Essas ameaças externas que possam influenciar na eleição, nós chamamos de interferência externa. Então, é algo que toda a democracia sofre, não somente nós, e é algo que estamos acompanhando junto com os demais parceiros”, disse nesta terça-feira (26) durante coletiva de imprensa. 

Segundo ele, o serviço de inteligência brasileiro já vem acompanhando e monitorando tais ameaças em parceria com outros órgãos de segurança do país. 

No entanto, Melo evitou citar países que estariam com interesses na disputa eleitoral, alegando sigilo nas investigações. Ele também afirmou que a Abin monitora possíveis mobilizações sociais que podem interferir no processo eleitoral, como ataques cibernéticos, fechamento de rodovias e ataques em setores de infraestrutura.  

Em relação às facções criminosas, o superintendente da Abin afirmou que já se sabe que, em alguns locais, as facções criminosas chegam a ocupar territórios e influenciar e indicar candidatos. Contudo, destacou a parceria que a Agência de Inteligência tem com as forças de segurança de Mato Grosso. 

“Em Mato Grosso nós temos uma coisa positiva, que é a integração da comunidade de inteligência federal, que é liderada pela Abin, composta de Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro, Marinha, Ibama, Receita Federal”, explica. 

Nas eleições de 2022 e 2024, houve várias denúncias de deputados e vereadores de que, em alguns bairros de Cuiabá, o crime organizado impediu a realização de campanha de alguns candidatos. Porém, as denúncias nunca foram comprovadas.

 

FOTO: AGÊNCIA BRASIL