O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) participou hoje (10), da audiência de conciliação sobre os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará, no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pelo ministro Flávio Dino. Pivetta que o Pará pague Mato Grosso, caso não haja cooperação em relação à disputa territorial envolvendo uma área de aproximadamente 22 mil km² na divisa entre os dois estados. Para o governador, o ressarcimento seria referente aos serviços prestados por Mato Grosso aos moradores dos municípios paraenses localizados na região da divisa.
Os municípios que estão no centro da disputa são Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia. Os paraenses procuram cidades de MT mais próximas para atendimentos, especialmente de saúde.
“Minha proposta é quantificar e precificar esses serviços e criar uma política de relacionamento estável, amigável, cordial e necessária para que essas pessoas que moram nessa região possam ter acesso ao serviço público de qualidade e diminuir o sofrimento e a exposição dos gestores municipais”, disse Pivetta.
De acordo com o governador, a área em questão só é reivindicada porque os moradores desses municípios contam com serviços, como saúde, educação e infraestrutura, oferecidos por Mato Grosso, e não pelo Pará.
Presente na audiência, o prefeito do município mato-grossense de Paranaíta, Osmar Mandacarú (União), afirmou que enfrenta uma ação por improbidade administrativa por destinar recursos para atender paraenses de cidades vizinhas com ambulâncias e maquinários. Paranaíta, inclusive, tem uma ação na Justiça na qual pede R$ 29 milhões ao Pará.
Outras autoridades participam da audiência, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), e a governadora em exercício do Pará, Hana Ghassan (MDB).
Recentemente, Ghassan foi dura ao declarar que o Estado não irá ceder “nenhum palmo de terra” para Mato Grosso.
FOTO: SECOM MT








