O senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, presidente estadual do PSD-MT, anunciou na terça-feira (30) que o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, iniciou as articulações para disputar o Governo de Mato Grosso. Ao apresentar Pinheiro e a médica Natasha Slhessarenko como duas opções viáveis da sigla, o parlamentar expôs uma divisão interna. Natasha já vinha pavimentando sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás desde o início do ano, muito antes do surgimento do nome do ex-prefeito na disputa.
No entanto, conforme Fávaro, Natasha caminha em vantagem por “estar com o bloco na rua” há mais tempo e já ter conseguido o apoio dos partidos da esquerda no estado, garantindo o apoio deles no arco de alianças e sustenção ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silva (PT) no Estado. "A Dra. Natasha saiu ‘um pouco mais cedo’, ela já ganhou apoio da Federação Brasil da Esperança, o que é fundamental para uma eleição tão polarizada, aumenta muito a chance", destacou o ex-ministro.
Questionado se o projeto “Pinheirista” de disputar o governo de MT poderia causar uma divisão interna no PSD, o senador descartou a hipótese, garantindo que a agremiação estava unida em torno do nome de Natasha, mas que o grupo político possui também adeptos de várias correntes, enfatizando que até pouco tempo, a nível nacional, o PSD chegou a ter três nomes como pré-candidatos a presidente da República.
"[O PSD] É um partido plural. Tínhamos há 3 meses atrás três [pré] candidatos a presidente da República: o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, o Ratinho Júnior, do Paraná, e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que foi o escolhido", pontuou.
Fávaro, no entanto, disse que tudo será decidido no período das convenções. "Ele [Emanuel] tem que conversar com a Natasha e também tem que ter o apoio da Federação. Na convenção, nós vamos decidir democraticamente", pontuou.
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