O "racha" no União Brasil de Mato Grosso continua evidente. Após trocarem farpas na imprensa, o senador Jayme Campos e o presidente da sigla, Mauro Mendes, se reuniram na última segunda-feira (29), em Cuiabá, mas saíram sem definições. Jayme bate o pé e reafirma desde fevereiro que quer disputar o governo do Estado. Por outro lado, o partido avalia ficar como coadjuvante e apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).
"Só se Deus tirar eu. E vou ganhar a eleição! Eu não faço política de cúpula, faço política respeitando a população de Mato Grosso. [...] Lamentavelmente montaram uma empresa nesse estado, que define o futuro de Mato Grosso. Você vai ser governador, você vai ser senador ou você vai ser vice-governador", disse Jayme na ocasião.
Do outro lado, Mauro Mendes - que desde sua saída da chefia estadual não esconde a ninguém que o União Brasil caminhará ‘ombro à ombro’ com a candidatura de Pivetta, vice dele nas campanhas de 2018 e 2022 ao Governo de MT - deixou claro em entrevista à Rádio CBN Cuiabá nesta quinta-feira (2) que não será ele e muito menos Jayme que definirá se o União Brasil terá candidatura própria, mas sim a Convenção do partido, marcada para agosto.
"O partido [União Brasil] toma sua decisão nas convenções. Quem vai decidir não é o Mauro Mendes, não é o senhor Jayme Campos ou a família Campos. Quem vai decidir são os 50 convencionais do partido", declarou.
Caso passe pela convenção do Partido, Jayme terá que passar por uma segunda convenção: A da federação “União Progressista”, estabelecida recentemente pela executiva nacional da sigla com o partido Progressista (PP), reiterando que, durante as duas conferências, ele defenderá seu posicionamento de apoio à reeleição de Pivetta.
"Se ele [Jayme] ganhar as duas convenções, ele vai ser o candidato [a governador]. É simples assim! Se ele perder, ele não vai ser candidato", pontuou.
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