O senador Jayme Campos (União) declarou que espera ter sua candidatura ao Palácio Paiaguás homologada por aclamação na convenção do dia 30 de julho [1]. O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso afirmou que já articulou o apoio da maioria dos delegados aptos a votar no evento que definirá os rumos da Federação União Progressista (União Brasil e PP) em 2026. Embora reconheça a soberania dos convencionais, Jayme demonstrou forte otimismo em um consenso interno. De acordo com o senador, a expectativa é de que o partido registre apenas uma chapa majoritária, dispensando a necessidade de uma disputa nas urnas partidárias.
“Eu tenho convicção, quase certeza, de que a minha candidatura também vai ser homologada, como as outras duas. Tenho a certeza de que é um trabalho construído de forma consensual. Eu quero apenas ser referendado pelo meu partido, porque entendo que esse é um direito líquido e certo. Sou fundador do partido, desde a época do PDS, PFL, DEM e hoje União Brasil”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, caso apenas sua candidatura seja apresentada na convenção, o processo poderá ocorrer por aclamação, sem necessidade de votação secreta ou aberta entre os delegados.
“O que vale é a aclamação. Não precisa ter votação. Na medida em que há apenas um candidato registrado para disputar a convenção, não existe motivo para votar. O natural seria a homologação por aclamação. Espero que, até o dia 30, tudo isso seja resolvido de forma consensual”, disse.
O senador disse confiar na palavra dos correligionários que, segundo ele, já manifestaram apoio ao seu nome. Jayme afirmou que os compromissos assumidos pelos delegados lhe dão tranquilidade para acreditar que terá votos suficientes para ser escolhido como candidato da federação.
“Estamos trabalhando e conversando de forma muito civilizada. Espero que cheguemos a um consenso e que minha candidatura possa ser oficializada. Na minha matemática, eu tenho voto suficiente. Esses amigos e amigas já me garantiram apoio. Tenho certeza de que são pessoas de palavra, que têm espírito partidário. Não vejo motivo para vetar a minha candidatura”, declarou.
Durante a entrevista, o senador ainda relembrou o apoio dado ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil, dirigente estadual da sigla, nas eleições de 2018 e 2022. Jayme afirmou que seu grupo político demonstrou lealdade ao governador nas duas campanhas e defendeu que sempre conduziu sua trajetória política por meio do diálogo, inclusive com adversários.
“O combustível do político é a saliva. Talvez tenha faltado um melhor entendimento nesse processo. Ajudei o Mauro duas vezes. Em 2018 e em 2022 estivemos juntos e meu grupo político o apoiou. Sempre fiz política de forma coletiva, com lealdade e respeito aos meus correligionários. Não faço política com ódio nem radicalismo. Converso com todo mundo, seja do PT, MDB, PSD ou qualquer outro partido. Política é política, amizade é amizade”, concluiu.
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