O presidente estadual do PL, Ananias Filho, admitiu que a aliança firmada com o MDB provocou um "tsunami" político e dividiu a extrema-direita em Mato Grosso. Em análise sobre os rumos eleitorais da legenda, o dirigente confirmou que a articulação da chapa ao Senado, encabeçada por Janaina Riva (MDB) e José Medeiros (PL), sacrificou a coesão do grupo conservador.
No entanto, Ananias defendeu o pragmatismo da coligação majoritária, assegurando que o impacto nas urnas será positivo e resultará na vitória dos dois candidatos para as cadeiras do Legislativo Federal. "Acho que nós temos condições de fazermos os dois senadores", pontuou Ananias à Capital FM ontem (13).
Parte da confiança de Ananias está ancorada no fato do Partido Liberal ter uma chapa completa aos cargos majoritários com candidatos à presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao governo com o senador Wellington Fagundes (PL). Conforme o presidente, a sigla se beneficia com os votos de legenda.
Além da suposta vantagem nas urnas, Ananias também está otimista quanto ao alinhamento do grupo. Ele acredita que o início dos programas eleitorais promoverá a reaglutinação dos bolsonaristas, reaproximando os que se afastaram após o MDB entrar na coligação.
"Tsunami. Às vezes, a gente pensa em uma situação e ela vem com desconforto, mas está alinhando. Está havendo a compressão (do grupo). As propagandas começam dia 20 e vamos iniciar a compressão do povo para essa aliança que foi formada", falou Ananias.
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