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Traições na base do PL e do MDB dão a Pivetta controle de 94% das prefeituras

 

A estratégia de Wellington Fagundes de tentar estrangular o governo na Justiça e nos debates de TV esbarra na realidade nua e crua das urnas no interior. Ao contabilizar a adesão de quase 94% dos prefeitos de Mato Grosso, Pivetta impôs um verdadeiro isolamento logístico ao rival. O fato de prefeitos do próprio PL e do MDB assinarem o documento governista comprova que o discurso ideológico de Brasília não foi suficiente para dobrar o pragmatismo dos prefeitos, que enxergam na continuidade de Pivetta a garantia de asfalto e pontes para suas regiões.

O movimento expõe um fenômeno que tende a ganhar peso durante a campanha: uma coisa é a coligação registrada pelos partidos; outra é o palanque efetivamente montado em cada município.

A divergência já é reconhecida dentro do próprio PL. O deputado estadual Gilberto Cattani relacionou parte das adesões a Pivetta à insatisfação de integrantes da legenda com a aliança entre PL e MDB. Segundo ele, decisões partidárias provocaram descontentamento interno.

“Na minha opinião o partido fez algumas coisas que não agradou as pessoas, por exemplo a união com o MDB, muitos estão descontentes com isso, mas está feito e tem que seguir adiante”, declarou. Para Cattani, não se trata necessariamente de desorganização, mas de decisões políticas que produzem consequências.

O parlamentar também afastou a possibilidade de punições aos prefeitos do PL que optaram pelo apoio ao adversário de Wellington. Para ele, os gestores têm liberdade para escolher seus candidatos e podem até deixar a legenda.

 

FOTO: ASSESSORIA