O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que os senadores Carlos Fávaro (PSD) e Jayme Campos (União Brasil) não conseguirão se reeleger. Segundo o prefeito, ambos foram "omissos" ou "cúmplices" ao não agirem contra supostas ilegalidades cometidas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No cenário político atual para o pleito de 2026, as duas cadeiras de Mato Grosso estarão em disputa; no entanto, enquanto Fávaro busca formalmente a renovação do mandato, Jayme Campos não concorre nas eleições deste ano.
“Se o Senado fizesse a correção, ou pelo menos abrisse um procedimento de impeachment, eu tenho certeza que o ministro recuaria da sua conduta inadequada. Porém, com o Senado omisso ou cúmplice, acaba não contribuindo para isso e o resultado é que muitos desses senadores que estão sentados lá são cúmplices desse processo ou cúmplices dessa falha da nossa democracia. Vão sair neste ano, Fávaro e Jayme não voltam mais”, afirmou Abilio em coletiva de imprensa ontem (7).
Ao defender que o Senado exerça sua prerrogativa de analisar pedidos de impeachment de ministros do STF, o prefeito afirmou que uma eventual abertura de procedimento poderia fazer com que os magistrados recuassem de condutas que considera inadequadas.
“Quando tem um ministro desviando a sua virtude e praticando atos que não condizem com a atuação de um ministro do Supremo Tribunal Federal, cabe ao Senado fazer essa correção. Infelizmente, os senadores ou são omissos ou são cúmplices. E senadores que estão nessa circunstância acabam contribuindo para que a situação piore”, declarou.
Apesar das críticas, Brunini afirmou reconhecer a importância da Corte para o funcionamento da democracia e disse que eventuais questionamentos devem ser direcionados às condutas individuais de magistrados, e não à instituição como um todo. Na avaliação do prefeito, o STF é um dos pilares do sistema democrático e não deve ser transformado em alvo por decisões individuais de seus integrantes.
“O Supremo Tribunal Federal é uma instituição muito séria e importante para a democracia do nosso país, que se baseia em três poderes: Poder Judiciário, Poder Legislativo e Poder Executivo, que são muito importantes para o nosso sistema democrático. Mas nós não podemos transformar o Supremo Tribunal Federal num instrumento deficitário por conta de atuações individuais de alguns ministros”, disse.
Ao reforçar a defesa da atuação do Congresso, Abilio afirmou que cabe aos representantes eleitos exercerem mecanismos de controle sobre os demais Poderes quando identificadas falhas.
“A Constituição diz que todo o poder emana do povo através dos seus representantes, então são os representantes que as pessoas vão escolher que irão corrigir as falhas de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal”, concluiu.
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