SOBROU PARA FAGUNDES TAMBÉM

Pivetta critica inércia do Senado e ataca Wellington Fagundes

 

A corrida pelo governo de Mato Grosso ganhou contornos mais agressivos com as recentes declarações de Otaviano Pivetta. Durante o desfile de 7 de Setembro, o governador acusou seu concorrente, o senador Wellington Fagundes, de simbolizar uma legislatura submissa e sem coragem de enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF). As críticas ocorrem em meio aos desdobramentos de denúncias de fraudes ligadas ao Banco Master, que opõem ministros da Suprema Corte.

Pivetta apontou que os parlamentares falham no papel de fiscalizar o Judiciário e completou afirmando que Fagundes atua apenas por demandas de menor relevância republicana, priorizando o controle de órgãos federais como o DNIT.

“Esse cara nunca cumpriu com a obrigação dele como parlamentar. Ele sempre esteve lá, cuidando de interesses pequenos, miúdos. Querendo indicar diretor do DNIT, querendo indicar ministro, lotear governo, fazer negócios”, disse durante o tradicional desfile de 7 de Setembro, em Cuiabá.

“Ele representa esse modelo que está aí desse Senado algemado, esse Senado covarde que está lá”, acrescentou.

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça estão envolvidos em uma grave crise no STF em razão de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre fraudes ligadas ao extinto Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso desde março deste ano.

André Mendonça, que é o relator das investigações sobre o caso, retirou o sigilo do relatório da PF e revelou trocas de mensagens entre Moraes e Vorcaro, expondo ligações e conversas às vésperas da prisão do banqueiro, que chegou a pedir orientações ao ministro sobre sair do país dois dias antes de ser preso.

Após a retirada do sigilo, Alexandre de Moraes passou a acusar André Mendonça de improbidade administrativa e abuso de autoridade.

Como o Senado Federal é o único órgão do Poder Legislativo competente para julgar ministros do STF, passou a ser alvo de críticas como as de Pivetta, que acusou os senadores de não tomarem uma atitude por terem o “rabo preso”.

 

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