ELEIÇÕES 2026

Esvaziada por campanhas, Assembleia suspende sessões

 

 

As atividades deliberativas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foram suspensas até o dia 7 de outubro devido ao esvaziamento crônico do plenário provocado pelas campanhas eleitorais municipais. A decisão oficializa um recesso informal que vinha sendo criticado pelo deputado Júlio Campos e acumula pautas pendentes, deixando a Casa a funcionar apenas em regime administrativo. Para mais detalhes, consulte o portal de notícias da Assembleia Legislativa.

A decisão, oficializada nesta quarta-feira (9) pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), apenas chancela o cenário de paralisia institucional decorrente do baixo quórum crônico que vinha se arrastando nas últimas semanas no parlamento estadual.

A ausência em massa dos parlamentares e a consequente falta de votações já vinham gerando forte desgaste interno. Recentemente, o deputado Júlio Campos (União) usou a tribuna em tom de profunda indignação para questionar publicamente a falta de compromisso de seus pares. Na oportunidade, Júlio criticou duramente o abandono das funções legislativas em nome dos interesses eleitorais nos municípios, alertando que a sociedade mato-grossense continuava pagando os salários de uma estrutura que se encontrava praticamente paralisada.

De acordo com a presidência da ALMT, os próprios parlamentares pressionaram para que o modelo adotado no pleito de 2022 fosse repetido, sob o argumento de que a falta de deputados inviabilizava qualquer deliberação. Com a concordância da maioria, a estratégia foi congelar as atividades oficiais para evitar o constrangimento de seguidas sessões derrubadas por falta de quórum. Diante disso, uma extensa pauta com vetos governamentais e matérias pendentes ficará acumulada para ser apreciada de uma só vez na primeira semana pós-eleição.

 

 

FOTO: ALMT