Durante sabatina no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), o senador e candidato ao governo estadual, Wellington Fagundes (PL), manifestou respaldo ao novo reajuste do Bolsa Família e pontuou que o auxílio financeiro é indispensável para combater a insegurança alimentar. A postura adota um tom diferente de outras lideranças da direita que questionaram o reajuste de R$ 91 estabelecido pela gestão federal.
Wellington Fagundes explicou aos jornalistas que apoia o suporte financeiro à população vulnerável, mas enfatizou que sua prioridade programática central para Mato Grosso reside na independência econômica dos cidadãos. "Eu sou favorável a gerar emprego. Eu sou favorável à capacitação profissional. É isso que eu quero. Eu quero riqueza no nosso Mato Grosso", declarou o candidato, defendendo uma transição estruturada da assistência social para o mercado de trabalho formal.
A discussão sobre o benefício divide opiniões dentro do campo político do candidato. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), atacou a decisão do governo Lula, apontando que a elevação do piso do programa para R$ 691 às vésperas do pleito possui caráter puramente eleitoreiro. Abilio defendeu que o valor ideal para as famílias seria de R$ 850. Em contrapartida, o Ministério do Desenvolvimento Social justifica tecnicamente o reajuste de 15,04% como uma correção inflacionária pelo INPC medida de março de 2023 a agosto de 2026.
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