É O PAI DA POBREZA

Augusto Cury compara Bolsa Família a Síndrome de Estocolmo

 

 

Em visita a Cuiabá nesta quinta-feira (24), o escritor, psiquiatra e candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) fez duras críticas ao desenho atual do Bolsa Família. Durante coletiva de imprensa, o presidenciável comparou o modelo de assistência do Governo Lula a um fenômeno psicológico de dependência, fazendo paralelo com a Síndrome de Estocolmo — quando vítimas desenvolvem empatia por seus agressores. Cury argumentou que o programa cria travas para a inserção de milhões de cidadãos no mercado, defendendo que os beneficiários deveriam poder assinar carteira de trabalho ou abrir microempresas sem o risco de perder imediatamente o auxílio.

O candidato também mirou suas críticas nos principais nomes da polarização: o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Cury, a meta de sua campanha é alcançar o segundo turno para enfrentar diretamente o atual modelo de governo.

"O Lula tem medo que eu vá para o segundo turno", declarou, acrescentando que pretende questionar a atual gestão sobre indicadores econômicos e sociais. "Eu quero chegar diante do Lula e perguntar: por que você se denomina 'pai da pobreza' onde 82% das famílias estão endividadas? Onde está o pai? Na verdade, ele não é pai dos pobres, é pai da pobreza."

Além de criticar o cenário fiscal e o endividamento das famílias, o candidato defendeu uma reformulação profunda no ensino médio brasileiro para combater o déficit de qualificação profissional, propondo a inclusão massiva de cursos técnicos voltados a áreas como tecnologia de informação, marketing digital e inteligência artificial.

 

FOTO: REPRODUÇÃO REPORTER MT