Sete dos dez candidatos ao Senado por Mato Grosso já contrataram despesas superiores ao volume de recursos financeiros recebidos pelas respectivas campanhas. É o que mostra um levantamento feito nesta terça-feira (29) com dados declarados ao Divulgacand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A situação aparece nas prestações de contas de Pedro Taques (PSB), Zé Medeiros (PL), Mauro Mendes (União Brasil), Fávaro (PSD), Galvan (Avante), Beny Godoy (Agir) e Professor Nelson Ferreira (Agir).
Os valores, no entanto, não significam necessariamente que as campanhas estejam sem dinheiro ou tenham dívidas. Isso porque o sistema diferencia despesas contratadas das efetivamente pagas, e as campanhas ainda podem receber novos recursos até o encerramento do período eleitoral.
Entre os candidatos, Pedro Taques apresenta a maior diferença. A campanha recebeu R$ 735,8 mil em recursos financeiros, mas já contratou R$ 2,28 milhões em despesas — cerca de R$ 1,55 milhão a mais que o montante financeiro recebido. A principal despesa é com serviços prestados por terceiros, que somam R$ 1,64 milhão.
Na sequência aparece Zé Medeiros, que possui o maior volume de despesas contratadas entre todos os candidatos analisados. São R$ 4,14 milhões em compromissos, diante de R$ 2,73 milhões em recursos financeiros recebidos. A diferença é de aproximadamente R$ 1,42 milhão. O maior gasto é com impulsionamento de conteúdo, com R$ 1 milhão, seguido de militância e mobilização de rua, com R$ 688 mil.
Mauro Mendes recebeu R$ 1,1 milhão em recursos financeiros e contratou R$ 1,92 milhão em despesas, uma diferença de aproximadamente R$ 828,8 mil. A maior fatia dos gastos está no impulsionamento de conteúdo, com R$ 475 mil, seguida por serviços prestados por terceiros, com R$ 400 mil.
Na campanha de Fávaro, foram recebidos R$ 1,28 milhão em recursos financeiros, enquanto as despesas contratadas chegaram a R$ 1,71 milhão. A diferença é de cerca de R$ 434 mil. O principal gasto é com militância e mobilização de rua, no valor de R$ 436,9 mil.
Galvan declarou R$ 874 mil em recursos financeiros e R$ 925 mil em despesas contratadas, deixando uma diferença de aproximadamente R$ 51 mil. O maior compromisso financeiro é com serviços advocatícios, no valor de R$ 300 mil.
Já Beny Godoy recebeu R$ 26,5 mil, provenientes de recursos próprios, e contratou R$ 40,5 mil em despesas. A diferença é de R$ 14 mil. O maior gasto da campanha é de R$ 25 mil com serviços advocatícios.
Professor Nelson Ferreira ainda não declarou recursos recebidos, mas possui R$ 1 mil em despesas contratadas, referentes a serviços contábeis.
Três têm recursos acima dos gastos contratados
No sentido contrário estão Janaína Riva (MDB), Margareth Buzetti (PP) e Coronel Darwin (Democrata), que declararam recursos financeiros recebidos superiores às despesas já contratadas.
Janaina recebeu R$ 3,52 milhões em recursos financeiros e contratou R$ 1,75 milhão em despesas. A maior concentração dos gastos está em serviços prestados por terceiros, com R$ 883 mil.
Margareth declarou R$ 3,24 milhões em recursos financeiros e R$ 2,60 milhões em despesas contratadas. O maior gasto é com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, que soma R$ 1,18 milhão.
Coronel Darwin, por sua vez, recebeu R$ 50 mil e declarou R$ 35,2 mil em despesas contratadas, todas referentes à publicidade por materiais impressos.
Os dados das prestações de contas são atualizados conforme candidatos e partidos enviam novas informações à Justiça Eleitoral e, por isso, os valores podem mudar ao longo da campanha.
FOTO: REPRODUÇÃO






