MESA DIRETORA DA CÂMARA

Dilemário sela acordo com Paula Calil e unifica bloco com 13 votos na Capital

 

O xadrez político para o comando da Câmara Municipal de Cuiabá sofreu uma forte guinada estratégica. O vereador Dilemário Alencar (União Brasil) consolidou uma aliança direta com o grupo político liderado pela atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), reassumindo a cabeça de chapa para disputar a presidência do Legislativo no biênio 2027/2028.

A composição foi lacrada durante uma longa reunião confidencial realizada na noite de ontem terça-feira (29).

Com o fechamento do acordo, o bloco governista conseguiu unificar 13 parlamentares em torno do nome de Dilemário. Como a Justiça de Mato Grosso derrubou recentemente o quórum qualificado de dois terços, autorizando que a eleição e as mudanças regimentais ocorram por maioria simples, a chapa agora necessita atrair o apoio de apenas mais um vereador para alcançar os 14 votos necessários para liquidar a fatura. O arranjo de poder também definiu o vereador Mário Nadaf (PV) como o candidato oficial à primeira vice-presidência do parlamento.

O encontro que chacoalhou os comitês da capital reuniu um bloco expressivo de parlamentares, incluindo, além de Dilemário, Nadaf e Paula Calil, os vereadores Marcus Brito Júnior (PV), Cezinha Nascimento (União), Marcrean Santos (MDB), Demilson Nogueira (PP), Samantha Íris (PL), Antônio Lemes de Paula (PSD), Kássio Coelho (Podemos), Rafael Ranalli (PL), Tenente-Coronel Dias (Cidadania) e Wilson Kero Kero. O movimento marca o retorno de um pacto desenhado em junho, que previa o recuo de Paula em favor de Dilemário caso a proibição de reeleição contínua dentro da mesma legislatura não fosse derrubada a tempo no plenário.

A definição do novo candidato majoritário foi apressada após a Mesa Diretora recuar e não incluir na pauta da sessão desta terça-feira o projeto de resolução que alteraria o parágrafo segundo do artigo 23 do Regimento Interno. Embora a assessoria jurídica da Câmara tenha reiterado que o texto poderia ser aprovado por quórum simples devido a um mandado de segurança, a falta de consenso para votar a emenda às vésperas do pleito do dia 6 de outubro forçou o grupo governista a abandonar o plano de recondução de Paula Calil para blindar o bloco contra o avanço da ala de oposição.

 

FOTO: ASSESSORIA