O último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado pela TV Vila Real ontem (1º), desenhou as estratégias finais dos postulantes antes da votação de domingo (4). Ao longo de 36 perguntas, o candidato Otaviano Pivetta (Republicanos) se consolidou como o principal alvo dos adversários, sendo acionado sete vezes. No extremo oposto, Natasha Slhessarenko (PSD) foi a menos procurada, respondendo apenas às cinco perguntas obrigatórias exigidas pela dinâmica do programa.
Os demais concorrentes mantiveram um nível equilibrado de participação: Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério Machado (Agir) e Wellington Fagundes (PL) empataram ao serem acionados seis vezes cada.
O confronto foi dividido em quatro blocos de tema livre. No primeiro, Natasha e Milas centralizaram o debate, respondendo sobre habitação, violência contra a mulher, alianças políticas, educação e os incêndios no Pantanal.
No segundo bloco, o Sargento Laudicério ganhou protagonismo ao ser acionado quatro vezes consecutivas. A rodada priorizou debates sobre segurança pública, ensino técnico e emendas parlamentares, com o militar se destacando por ser o único a passar imune a ataques diretos.
A pressão sobre Pivetta se intensificou no terceiro bloco, quando foi acionado em quatro oportunidades. Maurício Coelho concentrou suas perguntas no candidato do Republicanos para cobrar explicações sobre isenções fiscais e o escândalo dos consignados. Pivetta também foi emparedado por Natasha e Laudicério a respeito de condenações passadas e o pagamento retroativo da Revisão Geral Anual (RGA).
Embate jurídico e alianças de última hora
O clima tenso resultou em cinco pedidos de direito de resposta por supostas ofensas, mas a organização concedeu apenas um. A beneficiada foi Natasha Slhessarenko, que pôde rebater Pivetta logo após ser chamada de “mentirosa” pelo adversário ainda no primeiro bloco.
As estratégias de reta final ficaram evidentes na postura de cada candidato. Enquanto Machado e Coelho optaram por propostas estruturadas e perguntas técnicas, Milas direcionou suas críticas quase exclusivamente a Wellington Fagundes. Já na disputa principal, Natasha e Fagundes uniram forças em uma ofensiva coordenada contra Pivetta, desferindo duras críticas à atual gestão e ao governo de Mauro Mendes (União).
FOTO: REPRODUÇÃO GAZETA DIGITAL






