PADROEIRA DO BRASIL

Abilio nega vandalismo e diz que imagem de Nossa Senhora já chegou quebrada a ponto turístico

 

 

 

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a imagem de Nossa Senhora Aparecida encontrada danificada na Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, não sofreu vandalismo no local. Segundo o chefe do Executivo municipal, informações recebidas por ele apontam que a peça já estava quebrada e foi levada ao ponto turístico por um fiel como parte de um ato de fé.

"Não foi uma decapitação da estátua, não houve isso. O que houve é uma estátua que estava danificada e um fiel levou aquela estátua danificada até os pés daquela cruz", declarou Abilio durante coletiva de imprensa.

A peça foi localizada com avarias no dia 25 de setembro, gerando forte repercussão diante da suspeita de crime de intolerância religiosa. O prefeito explicou que, de acordo com relatos que recebeu via mensagens eletrônicas, é uma prática comum entre alguns devotos católicos depositar imagens sacras danificadas em locais de oração, embora tenha ressaltado que não conhece as motivações individuais da pessoa envolvida neste caso.

Evangélico, Abilio aproveitou a oportunidade para rebater críticas que apontam teor eleitoreiro em sua aproximação recente com o eleitorado católico. O prefeito relembrou sua participação em eventos da Igreja Católica nas campanhas de 2020 e 2024 e reforçou manter uma postura de apoio contínuo às atividades da instituição na capital. "Eu não preciso provar para ninguém o meu respeito e a minha admiração à Igreja Católica", pontuou.

Durante o pronunciamento, o gestor cuiabano também vinculou o debate local ao cenário político nacional. Abilio teceu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando opositores de usarem desinformação para tentar desgastar o eleitorado conservador ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O contexto das investigações federais

A discussão ocorre em meio a desdobramentos jurídicos em Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de conteúdos considerados falsos que associavam o senador Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta de retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. No STF, o ministro Flávio Dino encerrou uma ação paralela sobre o tema, validando a competência da Corte Eleitoral na análise da propaganda.

Contudo, diante do panorama geral de ataques a templos e símbolos de fé no país, o ministro Dino determinou que a Polícia Federal (PF) investigue episódios recentes de violência religiosa em diversos estados. Entre as ocorrências sob monitoramento da PF está um caso registrado no interior de Mato Grosso, no município de Jauru, onde um homem foi preso em flagrante após destruir uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

 

FOTO: REPRODUÇÃO REPORTER MT