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Mato Grosso mantém tabu histórico e reelege Otaviano Pivetta em primeiro turno

 

O eleitorado de Mato Grosso fez valer a sua maior tradição política contemporânea. Com o avanço acelerado da apuração oficial neste domingo (4) e ultrapassando a marca de 87% das seções totalizadas, o governador Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos) confirmou sua vitória matemática em primeiro turno, assegurando a reeleição para o Palácio Paiaguás, com mais de 61% dos votos válidos. O desfecho consolida a escrita histórica do estado: desde que o sistema de dois turnos foi instituído pela Constituição de 1988, Mato Grosso se mantém como o único estado do Brasil que resolveu todas as suas disputas para o governo estadual logo na primeira fase, quebrando as expectativas de um estiramento do calendário de votação.

Os dados oficiais emitidos pelo sistema de totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dão suporte ao anúncio da vitória. Na parcial que cravou 70,50% das urnas processadas, Pivetta disparou na liderança isolada ao atingir 60,78% dos votos válidos, somando 770.828 votos nominais e abrindo uma distância irreversível sobre os adversários.

O senador Wellington Fagundes (PL) fixou-se na segunda colocação com 22,84% (289.689 votos), acompanhado na terceira posição pela Doutora Natasha Slhessarenko (PSD), que computou 15,38% (199.917 votos). Como os boletins de urna restantes matematicamente não possuem mais capacidade de retirar do líder a maioria absoluta dos votos válidos, a Justiça Eleitoral já considera o pleito consolidado.

A vitória sacramenta a aprovação popular da linha político-administrativa iniciada em 2019, período em que Pivetta atuou como vice-governador e assumiu o comando definitivo do estado após a renúncia do titular para a disputa ao Senado. Durante o período de campanha, a coligação governista — composta pelo Republicanos, Podemos, a federação PSDB-Cidadania e a União Progressista (União Brasil e Progressistas) — focou o discurso na solidez fiscal, no superávit de caixa e em investimentos em infraestrutura logística. Com o resultado das urnas sacramentado, o governador reeleito cumprirá o novo mandato integral, tendo sua posse administrativa agendada para o dia 6 de janeiro de 2027, conforme as novas diretrizes do regramento eleitoral do país.

 

FOTO: ASSESSORIA