O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal Zé Medeiros (PL) estão matematicamente eleitos para representar Mato Grosso no Senado Federal pelos próximos oito anos. A definição das duas cadeiras destinadas ao estado no Congresso Nacional consolidou-se com o avanço acelerado da apuração oficial conduzida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). O candidato do União Brasil liderou a contagem de votos desde a abertura das primeiras urnas eletrônicas neste domingo (4), mantendo o favoritismo isolado, enquanto Zé Medeiros assegurou de forma definitiva a segunda vaga na cabine de votação.
O resultado oficial emitido pelo sistema de totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou o recuo e o isolamento político da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que permaneceu fixada na terceira colocação durante todo o processamento de dados do tribunal.
Estrategistas políticos avaliam que a campanha da emedebista enfrentou um forte processo de desgaste na reta final do calendário de 2026, desencadeado pela substituição de seus suplentes originais, Aluízio Lima e Ibrahim Zaher, pelos empresários Danilo Trento (alvo de investigações na CPI da Pandemia) e Rafael Yamada Torres (denunciado pelo Ministério Público). A polêmica em torno do histórico das novas indicações gerou forte munição para os comitês adversários e esvaziou o desempenho da candidata nas bases tradicionais.
Além do desgaste com as suplências na chapa majoritária, Janaina Riva foi severamente impactada pelo racha ideológico que dividiu a direita mato-grossense. Embora integrasse formalmente o mesmo arco de alianças, Zé Medeiros recusou-se a compartilhar o palanque com a emedebista e migrou de forma independente para a chapa do governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos). Essa articulação gerou o "voto casado" dos eleitores conservadores e bolsonaristas puristas na Baixada Cuiabana e no interior, impulsionado de forma decisiva pelo apoio público e nominal da ex-primeira-dama Virginia Mendes (União Brasil), candidata à Câmara Federal, que pediu votos para Medeiros durante grandes atos de campanha.
Com o resultado, Janaína – que dava como certa a segunda cadeira ao Senado – ficou sem a vaga e ainda perdeu a vaga na ALMT.
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