O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno da eleição para a Presidência da República. Com 97,36% das seções eleitorais totalizadas na noite deste domingo (4), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já aponta a disputa como matematicamente definida.
Flávio lidera a apuração com 55.038.846 votos, o equivalente a 47,42% dos votos válidos. Lula aparece na segunda colocação, com 51.886.308 votos, ou 44,70%. A diferença entre os dois, nesse estágio da apuração, é de 3.152.538 votos, ou 2,72 pontos percentuais.
Em Mato Grosso, deu a lógica de votos maciços para o candidato da direita. Flávio fechou o primeiro turno com 65,16% dos votos válidos, somando mais de 1,2 milhão de votos, contra 29,17% de Lula, que somou, pouco mais de 581 mil votos.
Como nenhum dos candidatos conseguiu superar a marca de 50% dos votos válidos, necessária para vencer a eleição presidencial no primeiro turno, os dois mais votados voltarão às urnas para decidir quem comandará o país nos próximos quatro anos.
Bem atrás dos dois primeiros colocados aparece o escritor Augusto Cury (Avante), com 3.375.543 votos, correspondentes a 2,91%. Renan Santos (Missão) tem 2.629.431 votos, ou 2,27%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 2.563.171 votos, equivalente a 2,21%.
Romeu Zema (Novo) registra 321.227 votos, ou 0,28%. Samara (UP) tem 120.950 votos (0,10%); Hertz Dias (PSTU), 42.367 (0,04%); Clariana Barão (DC), 39.312 (0,03%); e Edmilson Costa (PCB), 22.090 votos (0,02%). Veterinário e Rui Costa Pimenta aparecem com 0,01% cada.
Até a atualização exibida pelo TSE, 486.071 das 499.248 seções eleitorais do país haviam sido totalizadas.
Ao todo, 121.873.397 eleitores haviam comparecido às urnas, o equivalente a 78,95% do eleitorado das seções já totalizadas. A abstenção estava em 21,05%, com 32.486.179 eleitores.
Dos votos apurados, 116.070.583 eram válidos. Outros 2.245.031 foram votos em branco, o equivalente a 1,84%, e 3.557.783 foram nulos, ou 2,92%.
Com a definição matemática do segundo turno, Flávio Bolsonaro e Lula passam agora a disputar diretamente os votos dos eleitores dos demais candidatos para a etapa decisiva da eleição presidencial.
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