O eleitorado mato-grossense enviou um recado contundente às urnas neste domingo (4), consolidando o sepultamento das maiores e mais longevas oligarquias políticas do estado. A exemplo da derrocada histórica da família Riva, o clã dos Campos também foi empurrado para fora do poder, ficando sem qualquer representante em mandatos eletivos a partir de 2027.
O revés sepulta um ciclo de 54 anos de hegemonia ininterrupta, calculado desde 1972, quando o patriarca da nova geração, Júlio Campos, conquistou a Prefeitura de Várzea Grande com apenas 26 anos de idade.
O golpe de misericórdia na dinastia da Baixada Cuiabana ocorreu na apuração para a Assembleia Legislativa (ALMT). O deputado estadual Júlio Campos (União) fracassou em sua tentativa de reeleição, amargando apenas 18.512 votos. Ele foi amplamente superado dentro da Federação União Progressista por parlamentares alinhados à nova ordem governista, como Dilmar Dal Bosco (56.277 votos) e Sebastião Rezende (32.095 votos).
Do outro lado, o senador Jayme Campos (União) sequer disputou o pleito deste ano e tem sua aposentadoria compulsória do Congresso Nacional carimbada para o início de 2027, quando se encerra o seu atual mandato no Senado Federal. Pela primeira vez em mais de meio século, nenhum dos irmãos Campos ostentará a carteira de um cargo público votado.
FOTO: SECOM VG






