O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), quebrou o silêncio após a confirmação do resultado das urnas e atribuiu a derrota esmagadora do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso à sua aliança com o MDB. Em entrevista coletiva, o gestor da capital desferiu duras críticas à sigla emedebista, classificando-a como um entrave para o desenvolvimento regional. “O MDB não traz prosperidade, não avança, não desenvolve aqui no estado de Mato Grosso. O MDB é um símbolo muito ruim para o estado de Mato Grosso”, disparou o prefeito.
Abilio revelou que, ainda no período de pré-campanha e montagem das chapas, tentou intervir diretamente para evitar o arranjo político. O prefeito alertou Wellington sobre o desgaste de se aproximar da legenda que, em Mato Grosso, é controlada por caciques tradicionais e tem como uma das principais vozes a deputada estadual Janaina Riva — nora de Wellington e que também saiu derrotada na corrida ao Senado.
Para fundamentar a sua rejeição, o prefeito associou o partido a gestões marcadas por escândalos históricos de corrupção e grupos políticos rivais. “O MDB é um símbolo do Silval Barbosa, o MDB é um símbolo de tantos e tantos problemas que tiveram aqui. Emanuel Pinheiro, Família Riva, Bezerra e tudo mais. Então, olha, gente, você quer se aventurar na política? Não se aventure pelo MDB. Busque outro caminho”, aconselhou Brunini.
A tese de rejeição da marca partidária encontra eco no balanço final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Wellington Fagundes terminou a disputa pelo Palácio Paiaguás em segundo lugar, isolado com 430.442 votos (23,19% dos votos válidos), sendo amplamente superado pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), que liquidou a fatura no primeiro turno com 1.128.099 votos (60,77%).
Apesar do revés no Executivo, Wellington não ficará sem mandato: ele retorna a Brasília para cumprir o restante de sua cadeira no Senado, conquistada em 2022 e que se estende até janeiro de 2031. O mesmo alívio não alcança o clã de sua nora, visto que a derrota de Janaina ao Senado e de sua irmã Jéssica à Assembleia extinguiu de vez a representação eletiva da família Riva após 32 anos de domínio no estado.
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