O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) revelou que Dilmar Dal Bosco, reeleito para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), entrou em contato com ele poucos dias após as eleições para manifestar interesse em disputar uma eventual vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A movimentação poderia abrir caminho para que Júlio, primeiro suplente do partido, retornasse ao Legislativo, mas a possibilidade depende da abertura de uma cadeira no Tribunal.
Segundo Júlio, Dilmar teria telefonado para demonstrar solidariedade pela derrota eleitoral do colega e informado que estaria disposto a concorrer à vaga ocupada pelo conselheiro Waldir Teis, representante da Assembleia Legislativa no TCE-MT.
“Passados dois ou três dias da eleição, o deputado Dilmar Dal Bosco, que foi reeleito com uma estupenda votação de 56 mil votos, me telefonou dizendo: ‘Deputado Júlio Campos, me solidarizo pela sua derrota, senti muito, e quero dizer ao senhor que estou pronto para ir para o Tribunal de Contas’”, relatou Júlio.
De acordo com o parlamentar, Dilmar teria condicionado a iniciativa à existência de uma vaga. “Se houver a vaga da Assembleia Legislativa, que é a vaga que foi minha e que hoje é ocupada pelo Waldir Teis, eu quero me habilitar a essa vaga”, teria afirmado o deputado.
Júlio contou ainda que procurou o presidente da Assembleia Legislativa para obter informações sobre o procedimento de escolha. Conforme seu relato, a eventual indicação seria submetida à decisão do plenário. Ele também citou outros parlamentares que poderiam demonstrar interesse na disputa, como Sebastião Rezende, Eduardo Botelho e Carlos Avallone.
Permanência de Teis muda cenário
A possibilidade, no entanto, perdeu força após Waldir Teis decidir permanecer no cargo até a aposentadoria compulsória, prevista para 21 de outubro de 2028, segundo as informações apresentadas por Júlio.
“Como começou muito buchicho, muita conversa daqui e dali, o próprio Waldir Teis decidiu que não vai mais antecipar a sua aposentadoria e que vai permanecer no cargo até cair na compulsória, daqui a dois anos”, afirmou.
Com isso, não há, neste momento, uma vaga disponível que permita a indicação de Dilmar ao Tribunal de Contas. Consequentemente, também fica sem perspectiva imediata a possibilidade de Júlio Campos ocupar uma cadeira na Assembleia por meio dessa movimentação.
“Não havendo vaga, não tem como o deputado ir para o Tribunal de Contas”, concluiu.
Júlio Campos não conseguiu se eleger nas eleições deste ano e ocupa a primeira suplência do União Brasil para a Assembleia Legislativa. Uma eventual mudança na composição do Legislativo, porém, dependeria de uma série de etapas, incluindo a abertura da vaga no TCE-MT e a conclusão do processo de escolha do novo conselheiro.
FOTO: ALMT






